AD MINISTERIO CRISTO SALVA

NOTÍCIAS E EVENTOS

Jesus e a Samaritana


Texto: João 4 : 1-24


      Ao ler (hoje) o livro profético de Oseias, pude perceber que a palavra "marido", por várias vezes nas sagradas escrituras se refere ao Criador. O que me levou a entender (e estudar) melhor a passagem de Jesus e a Mulher Samaritana.

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Núcleo de Teologia SENET na Assembléia de Deus - Ministério Cristo Salva


Valor: 30,00 Mensal
AD Cristo Salva.
Para melhores informações ligue: 9936-6108 ou 8869-4072 
(Roberto Xavier)

Priorizar a obra de Deus, é minha vida. Sobre este legado construí igrejas, formei minha família, prego e ensino na Assembleia de Deus Nova de Itapoã, localizada no município de Vila Velha - ES, onde sou pastor presidente.
 
A Bíblia diz que o obreiro deve apresentar-se capacitado e em condições de não ser reprovado, manejar bem a Palavra da Verdade e não ter do que se envergonhar. Por isso sempre fui a favor que aquele que passa a seguir a sã doutrina, deve capacitar-se, buscar conhecimento e estudar a respeito de tudo que fará parte de sua vida cristã.
 
Já tendo um seminário teológico local em nossa igreja, obtive a grande oportunidade de proporcionar que mais pessoas fossem alcançadas com um curso desta importância, através do SENET - SEMINÁRIO NACIONAL DE ENSINO TEOLÓGICO. 
 
Com o SENET é possível fazer um curso teológico de qualquer lugar do mundo, com flexibilidade de tempo e localização únicos. Esse é o grande diferencial do nosso curso. 
Oferecemos ao aluno que perdeu uma aula presencial de poder assistí-la pela internet, acessando nosso site.
 
Além do preço acessível a todos que desejam ter um curso de teologia, mantemos projetos sociais que visam ministrar o curso em presídios por exemplo, colaborando para a ressocialização do interno e ampliando suas perspectivas de manter-se fiel ao compromisso assumido com o Senhor em seu período de reclusão.
 
Afirmamos sem medo de errar, fazer um curso de Teologia o ajudará a se desenvolver ministerialmente e como pessoa.
 
Bem - vindo ao SENET.


PR. EDUARDO VIEIRA GOMES

Diretor Nacional do Senet Cursos



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As Bases Bíblicas da Unção

INTRODUÇÃO
A unção na Bíblia pode ser vista de modo abrangente, tanto no sentido espiritual como no sentido prático da unção com óleo. Esta é prática bíblica de muita importância pelo seu sentido simbólico e espiritual. Tanto no AT como no NT encontramos respaldo para sua utilização, ainda que de modo diferenciado. Hoje, quando tantas inovações estão ocorrendo no meio evangélico, precisamos saber um pouco mais sobre esse procedimento recomendado pela Palavra de Deus.

I - CONCEITOS DE UNÇÃO
1. ETIMOLOGICAMENTE. Unção significa "Ato ou efeito de ungir". Ungir quer dizer: "Untar com óleo ou com unguento"; "Aplicar óleos consagrados" (Dic.).

2. BÍBLICAMENTE. Unção vem do substantivo grego, chrisma; daí, vem o verbo chrío, ungir; e o adjetivo christós, que significa "ungido". No hebraico, o termo ungido é Messias, aplicado a Cristo. A unção, na Bíblia, pode ser entendida de modo espiritual e literal, com a aplicação do azeite ou óleo sobre alguém ou sobre algum objeto.
2.1.UNÇÃO ESPIRITUAL. É a capacitação dada por Deus a alguma pessoa, credenciando-a para cumprir uma missão específica, especial, dentro de propósitos divinos.

1) JESUS FOI UNGIDO. Jesus foi ungido pelo Espírito Santo, "para evangelizar os pobres", "curar os quebrantados do coração, apregoar liberdade aos cativos...a por em liberdade os oprimidos" (Lc 4.18). Ele foi ungido "com óleo de alegria" (Hb 1.9). (Ver Is 61.1; At 10.38; 1 Cr 16.22).

2) OS APÓSTOLOS FORAM UNGIDOS. Pedro era ungido de tal modo que as pessoas colocavam os doentes sob sua sombra para que fossem curados (At 5.15,16). De Paulo, levavam-se "lenços e aventais" e "as enfermidades fugiam deles" (At 19.11,12).

3) OS CRENTES FIÉIS SÃO UNGIDOS. "Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações" (2 Co 1.21, 22).

2.2. UNÇÃO COM ÓLEO: É o ato de derramar óleo sobre alguém ou sobre algum objeto, com o sentido de torná-lo consagrado a Deus, ou de buscar a cura divina sobre o enfermo.

II - A UNÇÃO COM ÓLEO NO ANTIGO TESTAMENTO.
1. O ÓLEO DA UNÇÃO.
1.1. SUA COMPOSIÇÃO. Era composto de "principais especiarias": mirra, canela aromática, cálamo aromático, cássia e azeite de oliveiras. (Ver Ex 30.22-25). Era o "azeite da santa unção".

1.2. SUA FINALIDADE.
1) A UNÇÃO DOS OBJETOS SAGRADOS. (Ex 30.26-29; 40.9-11).
O ato de ungir os objetos com o "azeite da santa unção" dava-lhe um caráter sagrado. Não podiam se utilizados para outras finalidades. Belsazar foi castigado por ter feito uso dos vasos sagrados do templo do Senhor (Ver Dn 5.2-5; 23). Hoje, os lugares de culto nem sempre são respeitados.

2) A UNÇÃO DOS SACERDOTES. (Ex 30.30; 29.7; Lv 8.12).
Os sacerdotes, após ungidos, eram considerados santos, devendo dedicar-se ao serviço do Senhor. Hoje, no Cristianismo, todos somos sacerdotes reais (1 Pe 2.9), pela unção espiritual.

3) A UNÇÃO DOS REIS.
O azeite era derramado sobre eles, na consagração para o cargo, como servo de Deus. Saul ( 1 Sm 10.1); Davi (1 Sm 16.13; 2 Sm 2.4; 11.7). Jeú (2 Rs 9.1,3). Salomão (1 Rs 1.39); 2 Rs 11.12; 2 Cr 23.11.

4) A UNÇÃO DOS PROFETAS. Elias ungiu Eliseu (1 Rs 19.16).

1.3. SUA EXCLUSIVIDADE.
Era santo, com utilização definida (Ex 30.31-33). Muitos que são ungidos para o ministério têm saído do seu lugar, misturando-se com o mundo, a política iníqua e outras coisas que não agradam a Deus.

III - A UNÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
1. A UNÇÃO NO SENTIDO ESPIRITUAL.
No NT, a palavra unção (do gr. chrisma) só ocorre três vezes (Ver 1 Jo 2.20,27). O verbo ungir (chrío) aparece cinco vezes (Lc 4.18; At. 4.27; 20.38; 2 Co 1.21; Hb 1.9). Já o adjetivo christós (Cristo) ocorre mais de 500 vezes, em diversas referências, como em Mt 1.1 e Ap 22.21.

2. A UNÇÃO COM ÓLEO.
Literalmente, ocorrem duas passagem relativas à unção com óleo: Em Mc 6.13 e Tg 5.14. 1. A UNÇÃO DOS ENFERMOS.

1.1. OS DISCÍPULOS UNGIAM (Mc 6.13). É a única referência nos evangelhos sobre esse trabalho dos discípulos. Certamente, era algo muito comum, embora as curas feitas por Jesus não utilizavam o óleo como elemento auxiliar.

1.2. A UNÇÃO PELOS PRESBÍTEROS. (Tg 5.14). Tiago ensina como agir, quando um crente está doente, orientando que os presbíteros sejam chamados para orarem por ele, ungindo com óleo, em nome de Jesus. 2. NO PREPARO PARA A SEPULTURA (Mc 14.8; Lc 23.56). Era um costume oriental. Ao que parece para retardar a decomposição do corpo.

3. A UNÇÃO DE HÓSPEDES.
Uma mulher ungiu os pés de Jesus (Lc 7.38) e Ele chamou a atenção do anfitrião por não tê-lo ungido a cabeça (Lc 7.46).

IV - A UNÇÃO COM ÓLEO, HOJE.
1. QUEM PODE UNGIR.
1.1. OS MINISTROS DO EVANGELHO. Pastores e evangelistas podem ungir, pois sua missão é abrangente. (Ver 1 Pe 5.1,2a).




1.2. OS PRESBÍTEROS DA IGREJA (Tg 5.14). São os membros do ministério mais indicados para realizar a unção com óleo, pois são citados explicitamente como credenciados para tal finalidade. Mas não é exclusividade deles.

1.3. OS OBREIROS EM GERAL. Na ausência dos ministros e presbíteros, em situações especiais, é admissível que diáconos, auxiliares, e obreiros em geral unjam os enfermos. Os discípulos não eram formalmente ordenados, mas ungiam (cf. Mc 6.13).

1.4. É ELEMENTO ÚTIL À ORAÇÃO DA FÉ (Tg 5.14). Não é o azeite que cura, mas a fé no Nome de Jesus, da parte dos que oram e da parte do enfermo. A Igreja Católica tem o sacramento da "extrema unção" aos moribundos, com o sentido de conferir-lhes graça na hora da morte. Isso não tem respaldo bíblico.

2. QUE PARTES DO CORPO PODEM SER UNGIDAS.
Normalmente, deve-se ungir a cabeça do doente. No AT, sempre a unção era sobre a cabeça. Ver Sl 23.5; 133.2. A mulher ungiu os pés de Jesus, mas não em caso de enfermidade. Atualmente, há certas práticas, utilizadas por alguns, de ungir inclusive partes íntimas das pessoas enfermas. Isso é exagero, e não tem base na Palavra de Deus.

CONCLUSÃO. A unção espiritual deve fazer parte da vida dos crentes e em especial da vida dos obreiros. A oração pelos enfermos deve ser prática comum em todas as igrejas cristãs, se possível, em todas os cultos. Sempre há pessoas necessitadas de receber a oração da fé, com o recurso da unção com óleo. Esta deve ser feita não apenas como mero ritual, mas como um gesto de fé no poder do Nome de Jesus.
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O QUE É PENTATEUCO?


Pr. Claudemir pedroso da Silva
Livro: Estudos Bíblicos - O conhecimento da palávra de Deus.

Nome e Divisões do Pentateuco

  • Penta = Cinco 
  • Pentateuco = palavra grega que significa '5 livros'
  • Teuco = rolo,livro 

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ESTUDO COMPLETO DE PARACLETOLOGIA





PARACLETOLOGIA

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Lei do dizimo. Isto mesmo: LEI!


     Nos dias atuais a cobrança dos dízimos pelas igrejas evangélicas é quase unânime. O cristão que não os entrega é acusado de roubo, supostamente gastará mais na farmácia (o famoso “devorador”), não prosperará e prestará contas diante de Deus, ou seja, o membro é indiretamente obrigado a deixar 10% do seu dinheiro (não estão incluídas as ofertas) no templo. Quando não conseguem argumentos bíblicos para defender os dízimos (o que sempre acontece com uma leitura não tendenciosa da bíblia), partem para o clichê: "Tudo é de Deus. Ele apenas pede que devolvamos parte do que nos deu". Neste ponto, tenho que concordar. Mas se Deus é dono até do ar que eu respiro, não seria melhor dar 10% do meu tempo e da minha vida a Ele? Por que devo dar dinheiro, sendo que a moeda é invenção humana?
   .
     A primeira menção ao dízimo aparece em Gênesis 14:18-20, texto que é citado e esclarecido em Hebreus, no capítulo 7. Nesses trechos, observamos que o patriarca Abraão entregou o dízimo dos despojos de guerra a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, que o abençoou. É um belo texto, em que o autor tem o objetivo de mostrar a superioridade do sacerdócio de Cristo (que era representado por Melquisedeque) em relação ao sacerdócio levítico (da Lei). Porém, muitos religiosos preferem pegar um fato pouco relevante da narração para ensinar sobre dízimos.
     Algumas observações, sempre omitidas, devem ser feitas sobre essa passagem tão utilizada pelos defensores desse imposto camuflado: Abraão deu o dízimo uma única vez (por que atualmente cobram todos os meses?); não teve nenhuma exigência da parte de Deus, ou seja, foi uma entrega voluntária (então não poderia ser exigido dos fiéis, certo?); Hebreus 7:5 diz: “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.” Ninguém, além dos filhos de Levi tinha o direito de recolher os dízimos (seriam os pastores descendentes de Levi?). Está destacado no texto também que era uma norma da Lei (que foi ab-rogada, como dizem os versículos 18 e 19, do mesmo capítulo).
     A segunda menção ao dízimo está em
Gênesis 28:20-22, em que Jacó prometeu pagar o dízimo de tudo que ele conquistasse, caso Deus o protegesse e o abençoasse em sua jornada. Porém, a bíblia não diz que Jacó pagou o dízimo (até porque, pagaria a quem, se não havia ordenanças sobre o assunto?). Podemos considerar que foi uma profecia, pois essa promessa foi cumprida posteriormente, pelo povo de Israel, que deveria pagar os dízimos. Mas os israelitas não cumpriram integralmente. Coleman, na página 165, diz: “Essas leis tinham por objetivo garantir que a riqueza do povo de Deus fosse distribuída por igual entre todos. Infelizmente, os profetas são testemunhas de que Israel ignorou essas disposições tão humanitárias.” A partir daí, as referências sobre o tema estão contidas no período de vigência da Lei de Moisés, que representam a origem da Lei do Dízimo (antes disso foram duas manifestações pessoais e voluntárias).
     Israel foi dividido em 12 tribos (Gênesis 49:28), cada uma com suas terras. Porém, a tribo de Levi não teve uma herança e foi escolhida para cuidar do Tabernáculo. Portanto, não podiam sustentar-se e sua sobrevivência era bancada pelas demais tribos, através da entrega da décima parte dos alimentos que produziam (Números 18:24). Esses dízimos, que eram anuais ou trienais (e não mensais), eram também usados para o sustento das pessoas desamparadas, como órfãos, viúvas e estrangeiros (Deuteronômio 26:12). Hoje, quando isso é feito, os alimentos para os necessitados são pedidos à parte, num serviço de assistência social e o dízimo fica para outras coisas, como a construção de templos luxuosos. É evidente que os dízimos sempre foram entregues pelos israelitas em produtos alimentícios (Deuteronômio 14:23), porém atualmente cobram em dinheiro, cheque, cartão de crédito ou carnê! A única relação deles com moeda (o que invalida o argumento de alguns, que na época não usavam dinheiro) acontecia quando o israelita morava muito distante. Neste caso, poderia vender sua produção e usar o dinheiro para comprar alimentos e consumi-los com sua família (Deuteronômio 14:25,26). Exatamente, essa era a terceira possibilidade de uso dos dízimos (o sustento dos levitas e o amparo aos necessitados eram as demais), em que o dizimista também poderia usufruir o que teria de entregar, já que os produtos eram dados em uma grande festa. Além disso, os levitas também entregavam a décima parte dos dízimos que recebiam a Arão (Números 18:26-28). As igrejas dão o dízimo do que recebem (não me perguntem a quem)?
     Outro texto que os cobradores desse imposto ignoram está em Êxodo 23:10,11, onde lemos que  a cada 7 anos o israelita não poderia produzir nada (por um ano), deixando sua terra para que os pobres e o gado usufruíssem. Logo, não dizimavam nesse ano. Porém, nunca vi os pregadores da prosperidade liberarem seus fiéis dos dízimos a cada 7 anos. Já que seguem tradições judaicas, que sigam todas!
     Entretanto, o mais marcante de todos os trechos bíblicos que citam o tema está em Malaquias 3:8-11:
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.”
     Usando versículos isolados, podemos defender qualquer idéia. Porém, se quisermos a verdade, temos de analisar o contexto. Lendo Malaquias 1:6; 2:1 e 3:3 percebemos que esses três capítulos são direcionados aos sacerdotes e não, ao povo. Quando lemos o terceiro versículo do capítulo 3 e seguimos a leitura, percebemos que há uma continuidade, ou seja, quando chegamos no versículo 8 é evidente que a palavra continua sendo dirigida aos levitas. Portanto, eram esses indivíduos que recebiam os dízimos e ofertas que estavam roubando a Deus.
     Esclarecido esse ponto, surge outra questão: se a oferta é voluntária, como alguém pode roubar, não ofertando? Essa é a chave da questão. A acusação de roubo não foi feita devido ao fato de não entregar, mas sim, devido ao desvio e uso para benefício próprio, por parte dos sacerdotes, do que já tinha sido entregue (dízimos e ofertas) pelos israelitas.
     "E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos(Malaquias 3:5). Qual era o salário da viúva, do órfão e do estrangeiro? O dízimo! Assim, enquanto os levitas enriqueciam, os necessitados não recebiam o que tinham direito.
     "Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação" (versículo 9). Este trecho é usado por alguns que afirmam ser todo o povo, e não apenas os sacerdotes, os "roubadores de Deus". Mas com um pouco de conhecimento da língua portuguesa pode-se concluir que "toda esta nação" é uma expressão equivalente a "a mim". Ou seja, quem roubava da nação, roubava de Deus! Poderíamos reescrever essa oração da seguinte forma: "Com maldição vocês são amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, roubais toda esta nação".
      Porém, digamos que alguns ainda não estejam convencidos que o roubo era feito pelos sacerdotes e não, pelo povo em geral. Dessa forma, não fará diferença nenhuma, devido aos argumentos usados anteriormente e aos que ainda virão.  
     Voltando a falar do versículo 10, percebemos o objetivo dos dízimos: “para que haja mantimento”, ou seja, era dinheiro ou comida? Era para construir ou reformar algum templo? Era para pagar viagem de pregador ou cantor?
     Além disso, há outro ponto que é frequentemente distorcido por muitos. O “devorador” citado no versículo 11, não é o diabo, um anjo ou um espírito. Era uma praga, um gafanhoto (algumas bíblias, como a Bíblia de Jerusalém, já traduzem desta forma). Não é uma entidade que faz a pessoa gastar na farmácia ou na justiça. Também não é dito que a entrega do dízimo é capaz de repreender o devorador. A conjugação verbal é clara:“repreenderei”, ou seja, o único que tem poder para repreender é o próprio Deus.
     Portanto, para que os dízimos sejam válidos atualmente é necessário que existam recomendações no Novo Testamento. E existem referências aos dízimos, então vejamos:
     Uma delas está em Hebreus 7, trecho que já foi discutido no início deste texto e que não é nenhum ensino para dizimar. Outra aparece em Mateus 23:23 e Lucas 11:42: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.” Então, se Jesus disse que tem que pagar o dízimo, este continua válido na Nova Aliança, correto? Não! Basta um pouco de bom senso para entender. Jesus era judeu, assim como os fariseus que o acusavam de pregar contra a lei. Obviamente não os instruiria a não pagar os dízimos, pois ainda estavam no regime da Lei. A Nova Aliança (que põe fim às leis mosaicas) tem início apenas após a morte de Jesus (Hebreus 9:16).
     Lendo Marcos 1:44, observamos que Jesus disse para o "leproso" curado procurar o sacerdote e submeter-se ao ritual de purificação da lei de Moisés. Qual o motivo dessa conduta? O homem era judeu, logo deveria seguir os ensinos judaicos! Se pegarmos as palavras de Jesus sobre o dízimo e aplicarmos atualmente, deveremos fazer o mesmo quando alguém com hanseníase ("lepra") é curado, ou seja, sacrificar uma ave e fazer depilação (conforme Levítico 14).
     Em várias passagens do Novo Testamento observamos que, após o sacrifício de Cristo, a Lei (que fazia dos judeus um povo diferente dos demais) foi abolida (Romanos 6:14; Romanos 10:4; Romanos 7:6; II Coríntios 3:14; Gálatas 3:23-26; Colossenses 2:13-15; Hebreus 7:12 e 7:18,19; Hebreus 8:6-13 e 9:15-17) e todos os povos foram unidos, tornando-se iguais e puderam seguir o mesmo Caminho. Sendo assim, não devemos utilizá-la: “Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei” (Gálatas 5:18). Portanto, apenas o fato de o dízimo não fazer parte dos ensinos de Jesus nem dos apóstolos já é motivo determinante para não ser um "mandamento" atual.   
     Muitos acham que se derem o dízimo estarão obedecendo a Deus. A pessoa entrega e se sente livre: “- Ah, a minha parte eu fiz, agora a igreja que use bem o meu dinheiro, pois se não usarem, pagarão caro a Deus”. Assim, há uma transferência de responsabilidades. O que era pra esse indivíduo fazer (exercitar a caridade perante as viúvas, os doentes, os órfãos e os necessitados) é colocado nos ombros de outras pessoas, que foram “pagas” para isso. Então, não precisa mais olhar para os pobres e para os carentes, pois já fez a sua parte (dando os 10%). Este ato é uma omissão e uma distorção dos ensinamentos divinos.
     Usar os exemplos de Abraão e de Jacó para defender os dízimos é como usar o exemplo de Noé para que construamos uma arca no século 21, assim como usar a Lei de Moisés para o mesmo objetivo, além de negar o sacrifício de Cristo, é uma hipocrisia. Por que? Se querem usar um item da Lei, deve-se usá-la por completo, e não apenas o que é conveniente. Devem defender também a circuncisão, o sacrifício de animais e o apedrejamento. Alguns dizem: "Temos que continuar com a lei moral". Que moral? Se formos analisar o conceito de "moral", veremos que quem a determina é a sociedade e a cultura em questão. Ou seja, é algo variável e pode ou não estar em conformidade com a "lei" divina. O nosso compromisso deve ser com o Evangelho. O que estiver na lei e caminhar na direção de Jesus, continua. O que não estiver, é apenas "sombra" da Nova Aliança. Quem usa apenas uma parte da lei é amaldiçoado: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gálatas 3:10). Para complementar, leiaTiago 2:10.
     Porém, como vimos, a Lei foi revogada; o templo de Jerusalém foi destruído, não existindo mais a Casa do Tesouro, nem os sacerdotes; Jesus veio ao mundo e tornou-se o sumo sacerdote (Hebreus 6:20). E como devemos entregar o nosso “dízimo” a Ele? A resposta está em Mateus 25:34-40, que é alimentando o faminto, dando água a quem tem sede, hospedando o estrangeiro, vestindo o carente, visitando o doente e não fechando os olhos para o preso. E que todas essas atitudes sejam realizadas com alegria. Não podemos tirar do Evangelho o que ele tem, assim como não devemos colocar o que ele não tem.
Atualizado em 26/12/2012
    
Autor: Wésley de Sousa Câmara

Referências:
Bíblia Almeida Corrigida e Revisada Fiel
Bíblia de Jerusalém 

COLEMAN, WILLIAM L. Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos. Editora Betânia, 1ª Edição, 1991.
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